PIB dos EUA registra crescimento menor que o estimado, divulga autoridade norte-americana
Crescimento do PIB a 2,1% agrada Fed e dá sinais de pouso suave


A economia dos Estados Unidos cresceu num ritmo mais lento do que o esperado no 2º trimestre. De acordo com uma estimativa do Departamento de Comércio dos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano aumentou a uma taxa anualizada de 2,1% no período.
O sinal é bem visto pelo Federal Reserve (Fed), que busca arrefecer o crescimento afim de controlar o aumentos de preços.
O ritmo observado é um pouco mais lento do que os 2,4% estimados inicialmente pelo departamento.
O dado divulgado nesta quarta-feira (30) levou em conta os maiores gastos dos consumidores, despesas governamentais e exportações, em comparação com a estimativa inicial.
Entretanto, os investimentos empresariais e imobiliários foram revistos em baixa.
O investimento empresarial — referido como investimento fixo não residencial — foi revisto para uma taxa de crescimento de 6,1%, em comparação com uma taxa de 7,7% na primeira estimativa.
O investimento residencial fixo, que reflete as condições do mercado imobiliário dos EUA , teve um peso menor no crescimento do que o anteriormente estimado.
O crescimento econômico no 2º trimestre foi sobretudo generalizado, mas registaram-se alguns sinais de enfraquecimento da procura de compras e importações de bens.
Os gastos dos consumidores, que representam cerca de 70% da produção econômica, foram revistos ligeiramente para cima na nova estimativa.
BC dos EUA de olho no PIB
Os economistas esperavam que o verão dos EUA fosse movimentado, com os norte-americanos gastando muito em viagens, restaurantes e outras despesas pessoais.
Os gastos no varejo aumentaram em julho, quando o lançamento simultâneo dos filmes “Barbie” e “Oppenheimer” movimentou o cinema e Taylor Swift esgotou os principais estádios dos Estados Unidos.
Na quinta-feira (31), o Departamento de Comércio divulga seus números de julho sobre os gastos do consumidor, que incluem vendas no varejo.
Contudo, o impulso na economia dos EUA manteve alguns responsáveis do Fed nervosos quando se reuniram em julho para definir a política monetária. O Banco Central optou por aumentar as taxas de juro em um quarto de ponto, para o seu nível mais alto em 22 anos.
O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na última sexta-feira (25) que o BC manteria as taxas de juros elevadas por mais tempo caso a economia não desacelerasse.
“Evidências adicionais de crescimento persistentemente acima da tendência podem colocar em risco o progresso adicional da inflação e justificar um maior aperto da política monetária”, disse Powell no simpósio econômico anual do Fed de Kansas City.
A Fed de Atlanta estima atualmente que o crescimento do PIB irá acelerar acentuadamente para uma taxa anualizada de 5,9% no 3º trimestre.