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    Meta identifica propaganda falsa da China nos EUA antes das eleições de 2024

    Contas falsas imitavam palavra por palavra citações nas redes sociais de candidatos

    Sean Lyngaasda CNN

    A Meta retirou do ar milhares de contas do Facebook localizadas na China que se faziam passar por americanas e publicavam sobre questões partidárias, como aborto e assistência médica, informou a gigante da tecnologia nesta quinta-feira (30).

    A companhia de Mark Zuckerberg ainda alertou que “agentes de ameaças estrangeiras estão tentando atingir o público” online antes das eleições de 2024 nos EUA.

    As contas falsas do Facebook estavam imitando, palavra por palavra, publicações de mídia social de republicanos, como o candidato presidencial e governador da Flórida, Ron DeSantis, e de democratas, como a ex-presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi.

    O Meta não atribuiu a rede de contas falsas do Facebook a uma entidade específica na China.

    Esse é o mais recente de uma série de avisos de empresas de tecnologia que documentam como a propaganda chinesa e as operações de influência têm visado de forma mais agressiva o público americano no último ano.

    E isso ocorre no momento em que as autoridades dos EUA estão se preparando para uma eleição presidencial tumultuada e divisiva em 2024, na qual uma grande parte do eleitorado pode questionar os resultados e potências estrangeiras — como China, Rússia e Irã — podem tentar influenciar os eleitores e semear dúvidas sobre o processo de votação.

    Lacuna na supervisão

    O relatório surge no momento em que as autoridades de segurança nacional dos EUA suspenderam seu trabalho de sinalizar possíveis operações de influência estrangeira para plataformas de mídia social em meio a uma contestação legal desse trabalho por parte de procuradores-gerais republicanos.

    Os executivos da Meta confirmaram que as agências do governo dos EUA não compartilham informações com a plataforma relacionadas à interferência eleitoral estrangeira desde julho, quando os republicanos apresentaram a contestação legal.

    A Suprema Corte dos Estados Unidos planeja levar o caso adiante.

    Antes do processo judicial, “houve várias ocasiões em que uma dica do governo nos permitiu agir (…) rapidamente” contra operações secretas de influência estrangeira, disse Nathaniel Gleicher, chefe de política de segurança da Meta, aos repórteres.

    Não ficou claro, disse a Meta em um relatório sobre ameaças estrangeiras online publicado na quinta-feira, o que a rede chinesa de contas falsas estava tentando realizar. A gigante da tecnologia afirmou que derrubou a rede antes de obter qualquer engajamento de pessoas reais nos aplicativos da Meta.

    “Esta é a mudança mais notável no cenário de ameaças em comparação com 2020”, disse Ben Nimmo, líder de inteligência de ameaças globais da Meta, a repórteres na quarta-feira (29), referindo-se a um aumento nas operações de influência online chinesas no ano passado destinadas ao público em todo o mundo.

    Uma nova era de desinformação?

    A ampla tentativa da Rússia de interferir nas eleições de 2016 nos EUA mostrou como os trolls e bots podem ser usados para ampliar as divisões entre os americanos. Tradicionalmente, a China tem se esquivado de tais táticas de interferência direta e divisiva, de acordo com análises e autoridades dos EUA. Mas há alguns sinais de que isso pode estar começando a mudar antes da eleição do próximo ano.

    Agentes chineses suspeitos também usaram imagens geradas por inteligência artificial da Estátua da Liberdade e do movimento Black Lives Matter em uma tentativa de espalhar desinformação, disseram analistas da Microsoft em um relatório de setembro.

    O governo chinês também criou a maior operação de desinformação online conhecida do mundo e a está usando para assediar residentes, políticos e empresas dos EUA — às vezes ameaçando seus alvos com violência, segundo uma recente análise da CNN de documentos judiciais e divulgações públicas de empresas de mídia social.

    A China nega rotineiramente que as fazendas de trolls operem em seu território.

    “Algumas pessoas e instituições lançaram uma ‘campanha de boatos’ atrás da outra contra a China nas plataformas de mídia social e espalharam uma quantidade enorme de desinformação sobre a China”, disse Liu Pengyu, porta-voz da Embaixada da China em Washington, em um comunicado quando a CNN o contatou.

    Embora a Meta e outras empresas de tecnologia promovam seu trabalho para proteger as eleições, as ações recentes da empresa também mostram tendências na direção oposta.

    Vários membros da equipe da Meta que combateram a desinformação e os erros nas eleições de meio de mandato de 2022 nos EUA foram demitidos, informou a CNN em julho.

    E a Meta disse este mês que permitiria que anúncios políticos em suas plataformas questionassem o resultado da eleição presidencial de 2020 nos EUA.

    Veja também: Em viagem para COP, Lula tentar atrair investimentos do Oriente Médio para PAC

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