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    Haddad diz que demanda por empréstimo CLT se concentra em troca de dívida

    Ministro buscou afastar tese de que medida gerará endividamento

    Danilo Moliternoda CNN , em São Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a maior parte da demanda pelo novo consignado privado diz respeito a brasileiros que querem “trocar” de dívida. A fala aconteceu em evento na capital paulista, nesta sexta-feira (28).

    Parte dos economistas que repercutem o empréstimo a trabalhadores CLT indicam que a medida pode levar ao endividamento da população. Com a afirmação, Haddad afastou esta possibilidade.

    “Muito natural que as pessoas que estão pagando uma prestação elevadíssima, com os altos juros, recorra agora ao sistema bancário para trocar a dívida de 5%, 6% ao mês, por algo inferior a 3%”, disse.

    “O consignado privado foi criado para o trabalhador que tem dívida cara. A procura é por troca de dívida. Obviamente é que há trabalhador que buscara um novo empréstimo. Mas neste momento tem uma demanda muito expressiva por troca de dívidas”, completou.

    O novo crédito consignado privado chegou a R$ 1,28 bilhão em concessões nos primeiros sete dias de operação, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    Foram 193,7 mil contratos desde o início da operação, na sexta-feira passada (21), até a última quinta-feira (27).

    Os trabalhadores interessados enviaram 11,6 milhões de propostas de crédito neste período, e o valor médio do empréstimo foi de R$ 6.623,48, com parcelas médias de R$ 347,23 e um prazo médio de pagamento de 19 meses.

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