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    Governo corta R$ 7,6 bi do Bolsa Família e não indica fonte do Pé-de-Meia

    Ofício enviado para ajustes no orçamento ainda traz o incremento de R$ 3 bilhões para o Auxílio Gás

    Cristiane Nobertoda CNN , em Brasília

    O governo cortou R$ 7,6 bilhões do Bolsa Família e não indicou de onde vai tirar os valores para custear o programa pé-de-meia, que incentiva estudantes do ensino médio a permanecerem na escola por meio de uma poupança, no orçamento de 2025.

    Mesmo assim, pediu que a suplementação do programa possa ser feita sem restrição na anulação de outras dotações, ou seja, os valores podem ser retirados de qualquer parte do orçamento, conforme decisão do Executivo.

    A informação consta no ofício enviado pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, nesta quarta-feira (12) ao relator do orçamento, senador Ângelo Coronel (PSD-BA).

    O documento trouxe a indicação dos valores a serem cortados, em R$ 12,578 bilhões, e incrementados em R$ 11,401 bilhões, bem como as novas rubricas que serão cobertas, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que deve ser ser votado na próxima semana.

    A medida é necessária porque o prazo para emendas modificativas de parlamentares foi encerrado no ano passado.

    Conforme antecipou a CNN, apesar das medidas aprovadas no fim do ano passado já terem demonstrado um bom desempenho, ainda não são suficientes para cobrir o novo programa social do governo neste momento. A expectativa é de que custe R$ 12 bilhões aos cofres públicos.

    De acordo com uma fonte ligada à elaboração do Orçamento, a cobertura total do Pé-de-Meia ainda “vai ficar mais para frente”. O ajuste, no entanto, precisará ser feito dentro do limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal.

    Mesmo assim, o ofício traz o incremento de R$ 3 bilhões para o Auxílio Gás.

    Em fevereiro, o Tribunal de Contas da União (TCU determinou que, num prazo de 120 dias, o governo adequasse o pé-de-meia à legalidade orçamentária, enviando uma proposta ao Congresso. A medida travou o orçamento que agora deve ser votado na semana que vem.

    Confira os demais incrementos e cortes que foram sugeridos a Angelo Coronel:

    Acréscimos de Recursos

    Educação:

    R$ 746,2 milhões para bolsas de apoio à educação básica (CAPES).
    R$ 877,5 milhões para implantação de escolas de educação infantil.
    R$ 1,26 bilhão para infraestrutura da educação básica.

    Segurança Pública:

    R$ 35 milhões para indenizações a policiais federais.
    R$ 100 milhões para a administração da Polícia Federal.
    R$ 100 milhões para combate ao tráfico de drogas.

    Infraestrutura e Transportes:

    R$ 86,1 milhões para construção de ponte sobre o Rio Tocantins (BR-226/TO).
    R$ 5 milhões para melhorias na BR-262/ES.
    R$ 30 milhões para o Porto de Suape (PE).

    Previdência Social e Benefícios:

    R$ 3,5 bilhões para benefícios previdenciários.
    R$ 3 bilhões para o Auxílio Gás.
    R$ 338 milhões para seguro-desemprego.
    R$ 183 milhões para abono salarial.

    Agricultura e Segurança Alimentar:

    R$ 148 milhões para pesquisa agropecuária (Embrapa).
    R$ 400 milhões para compra e distribuição de alimentos da agricultura familiar.

    Outros Setores:

    R$ 4 milhões para contribuição ao Fundo Global da UNESCO sobre mudanças climáticas.
    R$ 4,5 milhões para contribuição à Interpol.
    R$ 50 milhões para a FAO contra fome e pobreza.
    R$ 535 milhões para o Pronampe (crédito para pequenos negócios).

    Cortes de Recursos

    Educação:

    R$ 746,2 milhões retirados de bolsas de apoio à educação básica.
    R$ 1,95 bilhão cortado do programa de escolas em tempo integral.
    R$ 1,26 bilhão a menos para infraestrutura da educação básica.

    Previdência e Assistência Social:

    R$ 7,6 bilhões cortados do Bolsa Família.

    Infraestrutura e Transportes:

    R$ 126 milhões a menos para recuperação de rodovias no Norte e Nordeste.

    Cultura:

    R$ 596 milhões cortados da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

    Setor Agropecuário:

    R$ 300 milhões cortados de subsídios à comercialização agrícola.

    Saiba quem deve declarar o Imposto de Renda 2025

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