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    Confiança do consumidor melhora, mas está longe de otimismo, avalia associação

    Em entrevista à CNN, o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, explica que inflação e elevação da taxa de juros prejudicam poder de compra

    Ricardo GouveiaBruna Salesda CNN , em São Paulo

    O comerciante brasileiro ainda está longe de voltar a ser otimista, na avaliação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

    O Índice Nacional de Confiança, elaborado pela entidade, manteve-se estável em dezembro, com 74 pontos. O INC considera que os brasileiros estão otimistas com o consumo quando o levantamento ultrapassa o patamar dos 100 pontos.

    O economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, explica que, se por um lado as restrições da pandemia diminuíram, as limitações provocadas pela alta da inflação aumentaram.

    “A confiança melhorou ligeiramente em relação ao ano passado, mas ainda está muito longe de passar para a fase do otimismo”, analisa Solimeo. “A inflação vem castigando muito as camadas de renda mais baixa pelo preço dos alimentos, gás de cozinha e energia elétrica,” completa.

    Marcel Solimeo reconhece também que as compras de produtos de maior valor, que costumam ser parceladas, têm sido impactadas pelas consecutivas elevações na taxa de juros.

    Por outro lado, Solimeo entende que os comerciantes de São Paulo estão otimistas quanto à superação da pandemia.

    O economista avalia que os empreendedores não contam mais com um recuo das flexibilizações já permitidas pelo avanço da vacinação.

    “O comércio aposta que aquela fase de fechar ou reduzir horários já esteja superada, mesmo com as ameaças dessa nova variante. Acredito que a estratégia sanitária agora seja diferente e, mesmo que 2022 não seja um ano brilhante, que pelo menos cada um possa trabalhar com mais tranquilidade para recuperar tudo que perdeu na pandemia,” analisa o economista.

    Nesta quarta-feira (22), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice de Confiança do Consumidor, que subiu 0,6 em dezembro e atingiu os 75,5 pontos.

    O levantamento da FGV também considera o patamar de 100 pontos como o de neutralidade na percepção de confiança.

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