Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Câmara aprova projeto para proibir cobrança de ICMS sobre bandeiras de energia

    Projeto acrescenta um trecho prevendo essa impossibilidade na Lei Kandir, que trata de incidências do imposto

    Luciana Amaralda CNN , em Brasília

    O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) um projeto de lei complementar para proibir a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o valor adicional cobrado por conta de bandeiras tarifárias de energia elétrica na conta de luz.

    O projeto acrescenta um trecho prevendo essa impossibilidade na Lei Kandir, que trata de incidências do ICMS.

    O texto original apresentado previa que o ICMS não pudesse incidir sobre as bandeiras amarela e vermelha. No entanto, o relator da matéria, Rodrigo de Castro (União Brasil-MG), decidiu retirar os termos que especificavam as bandeiras para que o texto tenha aplicação mais ampla.

    “Retiramos os termos ‘bandeiras amarelas e vermelha’ porque nós temos hoje uma nova bandeira, bandeira de escassez hídrica e poderemos ter mais uma, que de repente poderá ser criada. Para evitar tudo, isso nós retiramos os termos”, disse.

    “O consumidor, quando há a existência de bandeiras, já paga a mais por condições desfavoráveis de geração que estão fora do seu controle. Não é justo, não é razoável que ainda tenha que pagar imposto incidente sobre esse aumento de energia”, acrescentou.

    A matéria segue para análise do Senado.

    As bandeiras tarifárias indicam aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica, explicaram os autores do projeto original, Fabio Garcia (União Brasil-MT) e Hildo Rocha (MDB-MA), na justificativa para o texto.

    “O funcionamento é simples: as cores das bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade”, escreveram.

    “Quando a bandeira está verde, as condições hidrológicas para geração de energia são favoráveis e não há qualquer acréscimo nas contas. Se as condições são um pouco menos favoráveis, a bandeira passa a ser amarela e há uma cobrança adicional, proporcional ao consumo, na razão de R$ 2,50 por 100 kWh. Já em condições ainda mais desfavoráveis, a bandeira fica vermelha e o adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo na razão de R$ 5,50 por 100 kWh. A esses valores são acrescentados os impostos vigentes”, explicaram.

    Tópicos