Balança comercial surpreende e perspectiva é positiva mesmo com pressão nas importações, avalia Inter
No período, país registrou superávit de US$ 11,378 bilhões; previsão do mercado era de saldo positivo de US$ 9,7 bilhões
Em relatório de análise sobre os resultados da balança comercial brasileira referente ao mês de maio, o Inter avaliou que os dados surpreenderam positivamente as expectativas.
Em maio, a balança comercial do país registrou um superávit de US$ 11,378 bilhões. A previsão por parte do mercado era de saldo positivo de US$ 9,7 bilhões. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (1º) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Conforme a Secex, o saldo positivo foi resultado de exportações de US$ 33,068 bilhões e importações de US$ 21,689 bilhões. A corrente de comércio (exportações mais importações) somou US$ 54,757 bilhões.
No campo das exportações, o Inter destaca o crescimento da soja no setor de exportações da agropecuária. “No setor agropecuário, a soja continua em crescimento. Apesar da queda nos preços das commodities agrícolas, o setor agropecuário aumentou sua participação nas exportações brasileiras”.
Segundo o relatório, mesmo com a pressão sobre os preços internacionais do bushel de soja, a commodity continua liderando as exportações brasileiras, com um crescimento médio diário de 23% em março em comparação com o mesmo período de 2022.
Já na indústria extrativa, a análise feita é de que, mesmo com o petróleo caindo para cerca de US$ 70 dólares, “os óleos brutos de petróleo continuam desempenhando um papel importante, com um crescimento de 75% na média diária de exportações no mês”.
Com relação às importações, o Inter menciona que os combustíveis e fertilizantes continuam apresentando uma tendência de queda neste segmento.
“Na indústria de transformação, destacam-se novamente as importações de óleos combustíveis e fertilizantes, que continuam em baixa devido à normalização das cadeias de produção e do mercado após o impacto da guerra”, diz o relatório.
Perspectivas
Em termos de perspectiva, a instituição diz que, embora as exportações se mantenham estáveis e as importações estejam sob pressão, ainda não há uma valorização significativa dos termos de troca.
“A perspectiva para o superávit comercial ainda é favorável, mas espera-se uma diminuição na contribuição dos óleos brutos de petróleo para o superávit nos próximos meses, com o fim da medida provisória que impunha tributos sobre eles”, conclui o documento.