Privatização da Copel foi a 3ª maior oferta do setor elétrico do mundo em 2023
Empresa foi a primeira estatal estadual privatizada via oferta de ações
A privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel), concluída na noite da última terça-feira (8), deu à empresa alguns marcos transacionais importantes.
Em primeiro lugar, a operação foi a terceira maior oferta do setor elétrico do mundo em 2023.
Além disso, a transação na bolsa de valores movimentou R$ 5,2 bilhões, incluindo a venda de um lote suplementar.
Com isso, a oferta da empresa se tornou a segunda maior operação do ano até agora, ficando atrás somente da BRF (R$ 5,3 bilhões), no mês passado, e da Rumo (R$ 6,4 bilhões), em agosto de 2020.
As ações foram comercializadas por R$ 8,25 cada, um ágio de 5% em relação ao preço de referência estabelecido pela companhia no lançamento da oferta, em 26 de julho, de R$ 7,85 por ação.
No último pregão, o papel da elétrica fechou a R$ 8,31.
A Copel foi a primeira companhia estatal estadual privatizada via oferta subsequente de ações (“follow-on”) em bolsa no Brasil.
A companhia atraiu vários investidores estrangeiros. Desde o final da semana passada, a demanda já superava os R$ 10 bilhões.
A gestora norte-americana GQG se comprometeu a levar US$ 100 milhões das ações.
Outras gestoras que manifestaram interesse nas ações foram a também americana Zimmer, que investe no setor de petróleo, energia e saneamento.
Entre os papéis em sua carteira estão a Duke Energy, a Cheniere Energy, de Houston, e a Eletrobras.
A gestora carioca SPX e a 3G estão ainda entre as que teriam feito reserva, segundo fontes do mercado.
A oferta foi coordenada pelo BTG Pactual, o líder da transação, e por Itaú BBA, UBS BB, Bradesco BBI e Morgan Stanley.
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Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.