Servidores do Banco Central paralisam greve à espera de reajuste
Sindicato diz que deu um “voto de confiança” ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, para “batalhar por uma proposta ainda melhor"

O Sindicato dos Servidores do Banco Central informou nesta terça-feira (19) que vai paralisar a greve dos funcionários da autarquia por duas semanas a espera de uma proposta de reajuste salarial.
Em nota distribuída nesta terça-feira (19), a entidade diz que deu um “voto de confiança” ao presidente do BC, Roberto Campos Neto, para “batalhar por uma proposta ainda melhor para os técnicos e analistas”.
Ainda conforme o sindicato, em reunião realizada hoje, Campos Neto confirmou as informações que vêm circulando de que o governo federal pretende conceder um reajuste linear de 5% para todos os servidores a partir de julho. O BC não comentou.
Fabio Faiad, presidente do sindicato, diz que o percentual é “insuficiente”. Mesmo assim, a greve será suspensa até 2 de maio. Durante essas duas semanas, os funcionários do BC vão continuar fazendo operação padrão e paralisações diárias no período da tarde.
“Se nada for oferecido oficialmente, a greve será retomada automaticamente a partir de 3 de maio de 2002”, informou o sindicato pela nota. A greve dos servidores do BC já durava 19 dias e vem prejudicando a divulgação de estatísticas relevantes como o Boletim Focus, que reúne as estimativas de inflação dos analistas de bancos e consultorias.