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    ‘Não é preciso privatizar por privatizar’, defende Mansueto

    Segundo o Secretário do Tesouro, não se pode ter preconceito por uma empresa ser pública ou privada, o necessário é observar sua eficiência

    Mansueto Almeida: ‘O que não é necessário é ter cinco, dez bancos públicos’ 

    O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, reconheceu a importância das privatizações no País, mas ponderou que é preciso reconhecer também a eficiência de cada instituição, seja ela pública ou privada, antes de tomar qualquer decisão.

    “A pergunta chave é se o serviço está conseguindo fazer seu trabalho de forma adequada. Não podemos ter preconceito por uma instituição ser pública ou privada. O que não é necessário é ter cinco, dez bancos públicos”, afirmou nesta quinta-feira (16), em entrevista à Globo News.

    O ministro da economia, Paulo Guedes, disse, reconhece que empresas do serviço público e que são eficientes não precisam ser privatizadas. “É para o debate ir para uma área mais racional.”

    Mansueto reafirmou que o Tesouro tem um colchão de liquidez e que não passa por dificuldades para se financiar. Disse que assim que a crise por conta do coronavírus passar, o Tesouro voltará a captar. “Estamos muito bem. Não temos pressa de ir a mercado. Não há problema de financiamento”, garantiu.

    De acordo com o secretário, é muito claro que alguns países entrarão em recessão, porém a magnitude da queda do PIB em vários locais, inclusive no Brasil, é uma incógnita. “Devemos aproveitar esse período de crise para economizar lá na frente e termos fôlego para uma próxima crise.”

    Também é evidente que Estados e municípios necessitem de ajuda. No entanto, é preciso haver diálogo para que essa ajuda seja por um tempo certo.

    “É claro que governadores e prefeitos precisam de ajuda, e não por um período que possa comprometer. Não há embate com Congresso, mas há visões diferentes. Temos de respeitar posições divergentes, sentarmos para chegarmos a um meio termo. A diferença entre nós, uma delas, é por quanto tempo deve perdurar essa ajuda”, descreveu.

    “Preferimos ajuda por três meses e se precisar, debateremos um aumento. É um debate técnico e acredito que na boa conversa chegaremos a um meio termo”, reforçou.

    O secretário disse que o Brasil está preparando para um “lockdown” de três meses e que nenhum país ficou isolado por mais tempo. “Nenhum está colocando um ‘lockdown’ tão grande. Estamos nos preparando para três meses. Se for necessário, ampliaremos”, disse.

    Participação em live

    Em transmissão ao vio promovida pela Necton Investimentos, Mansueto disse o ajuste fiscal neste ano deixou de ser prioridade diante da necessidade que União, Estados e municípios têm de gastar para combater os efeitos do coronavírus sobre a economia, que já vinha fraca. Ajuste fiscal, avaliou, é um assunto para o próximo ano. “Precisamos retomar as reformas.”

    Na mesma ocasião, afirmou ser favorável à privatização do Sistema Eletrobras. “A privatização da Eletrobras é muito importante”, disse. 

    *Com informações do Estadão Conteúdo