Haverá cortes de salário, se bares e restaurantes fecharem às 17h, diz SindRio
Medidas restritivas mais duras na cidade do Rio de Janeiro foram publicadas no Diário oficial desta quinta-feira
Representantes do Sindicato de bares e restaurantes do Rio de Janeiro se reuniram nesta quinta-feira (4) com o prefeito Eduardo Paes para discutir uma flexibilização das medidas restritivas para o setor. Cerca de 200 profissionais da área se encontraram na frente da sede da prefeitura em busca de respostas.
Segundo Eduardo Costa, empresário e sócio de restaurante na Barra da Tijuca, o período da noite é o de maior receita. “70%, 80% do faturamento vem da noite. Esse horário de funcionamento até as 17h é impossível. Em uma semana já vai ter gente fechando as portas.”
O presidente do SindRio, Fernando Blower, afirmou que Paes ouviu com atenção as questões levantadas. A principal reivindicação é quando ao horário de funcionamento.
“Pedimos para estender até as 23h e estamos na expectativa de uma resposta positiva até amanhã. Caso contrário, profissionais já não vão receber seus salários integralmente na próxima sexta-feira. Sem falar nas possíveis demissões já para semana que vem.”

Outro ponto mencionado foi o estoque perecível. Blower afirmou que a maior saída é final de semana. “Fomos pegos de surpresa. Essa compra para o final de semana já foi feita. Se a medida não mudar o que fazemos com ela?? É um dinheiro jogado fora. Um dinheiro que não temos.”
As medidas restritivas mais duras na cidade do Rio de Janeiro foram publicadas no Diário oficial desta quinta-feira. Dentre os pontos mencionados está uma nova orientação para funcionamento de diversos estabelecimentos. Bares e restaurantes estão nesse grupo e só poderão funcionar até as 17h.