Grupo Mateus tem aberturas como fator-chave para ações subirem 29%
Desde 2013, a receita do Grupo Mateus cresceu quatro vezes e a expectativa é que a empresa ainda dobre nos próximos quatro anos


O Grupo Mateus (GMAT3) pode ser um desconhecido no Sudeste, mas é um dos maiores do Nordeste. E a empresa de supermercados e atacarejo não deve parar por aí. O Bradesco nem quer isso
Segundo um relatório assinado pelos analistas Richard Cathcart, João Andrade e Victor Gastar, a ação da empresa tem um potencial de crescimento de 29% – o preço alvo do papel é de R$ 21.
Desde 2013, a receita do Grupo Mateus cresceu quatro vezes e a expectativa é que a empresa ainda dobre nos próximos quatro anos, com lucro líquido crescendo entre 20% e 22%.
Leia também:
GPA está no caminho para ser líder no digital e ações podem subir 48%, diz Safra
Os planos do Mercado Livre para ter a maior Black Friday de sua história
Mas a perspectiva de crescimento está relacionada ao potencial de expansão da rede para o interior dos estados do Maranhão e principalmente Pará e Piauí, onde o grupo já atua, além da inauguração de lojas no Tocantins e no Ceará.
“Esperamos inaugurações de 35 a 40 lojas por ano por pelo menos cinco anos”, estima.
E apesar de estar fora dos grandes centros, a distância para os gigantes do varejo, como GPA (PCAR3) e Carrefour (CRFB3), é gigantesca nessas áreas.
E o Bradesco ainda indica significativo potencial de expansão por meio do formato de cash & carry (atacarejo de autosserviço), mas, principalmente, de supermercados.
As multinacionais têm operação discreta de lojas menores nas regiões Norte e Nordeste. O Carrefour opera somente atacarejos e o GPA tem supermercados apenas na capital do Tocantins, Palmas.
“O Carrefour e o GPA têm apenas poucas lojas nos três estados em que o Mateus opera e essas lojas representam menos de 5% das vendas da empresa. O Grupo Mateus tem quase o dobro das duas empresas (nessa região)”, escreveram os analistas.
Os resultados do terceiro trimestre apresentados pela empresa, em que o lucro líquido saltou 64,6%, devem indicar uma recuperação da queda de 5% nos preços que as ações tiveram logo após o IPO, realizado em 12 de outubro. O banco condiciona a queda inicial à aversão do mercado a nomes de varejo de alimentos no Brasil.
O banco destaca, porém, que os resultados dependem da renovação dos incentivos fiscais que a empresa recebe. Há o risco dessas desonerações não serem renovadas a partir de 2022. “O incentivo represente 30% do nosso preço alvo”, dizem os analistas. Logo, isso poderia impactar, exatamente, no lucro que o banco espera para a ação.
Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook