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    Rita Mundim

    A comentarista de economia da CNN é especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela FGV. Em 2024, ganhou o título de Influenciadora do Prêmio da Organização das Cooperativas Brasileiras.

    CNN Brasil Money

    Mundim: crédito consignado privado joga lenha na fogueira da inflação

    Comentarista de economia da CNN aponta que medida pode passar despercebida em meio a alta dos juros

     

    A linha de crédito consignado para o setor privado que o governo liberou nesta quarta-feira (12) coloca mais lenha na fogueira da inflação, segundo Rita Mundim, comentarista de economia da CNN.

    “A gente está vendo o Banco Central [BC] num esforço muito grande para trazer a inflação para o centro da meta; e o presidente Lula, o governo, num esforço maior ainda para continuar turbinando a economia. Uma das medidas, uma carta na manga, para turbinar a economia é colocar mais dinheiro na mão dos trabalhadores”, disse Mundim ao CNN Arena.

    “O Banco Central pisa no freio, o governo pisa no acelerador e o Brasil derrapa, por enquanto, porque pode capotar”, enfatizou.

    O espaço entre o “carro” derrapar e perder controle total é questão da dose que o governo vai aplicar de gastos, argumentou a comentarista.

    Mundim também destacou que o momento não é propício, uma vez que o Executivo tenta baratear o acesso ao crédito em meio à alta dos juros do BC e logo após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que a inflação brasileira estourou em fevereiro.

    “O governo lança uma medida para reduzir juros sabendo que na próxima reunião do Copom já tem uma alta encomendada. O que pode acontecer, na percepção do trabalhador que vai tomar esse crédito, é que nada mudou, porque estamos em processo de aceleração da taxa Selic”, explicou a economista.

    “O trabalhador dá uma garantia para reduzir a taxa do consignado privado, mas ao mesmo tempo, por causa desse excesso de consumo, de auxílios e políticas fiscais populistas, o governo gasta, gasta muito e impede que o Banco Central persiga o controle da inflação. Nisso o desconto pode passar totalmente despercebido. O governo está dando um tiro no pé”, concluiu.

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