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    Pedro Venceslau
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    Pedro Venceslau

    Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

    Bolsonaristas e antilavajatistas reabrem debate sobre delação

    Aliados do ex-presidente reclamam de “omissão” de juristas com “ilações” da delação de Mauro Cid; Advogados rebatem

    No momento em que o bolsonarismo se vê acuado pelo cerco da Polícia Federal contra os envolvidos em uma suposta tentativa de golpe de estado em 2022, aliados do ex – presidente Jair Bolsonaro (PL) cobram dos juristas “anti lavajatistas” e “garantistas” que façam agora a mesma defesa intransigente do devido processo legal que fizeram durante o processo da Operação Lava Jato.

    “Vejo omissão e cinismo dos juristas que sempre defenderam os preceitos fundamentais e o devido processo legal na época da Lava Jato, que foi marcada por excessos e pela comunicação inadequada entre juiz e promotor. Agora os atores mudaram, mas são muitas as aberrações processuais nos casos envolvendo Bolsonaro. Por que eles estão no STF se não há foro privilegiado?”, questiona o deputado federal Ricardo Salles (PL-SP).

    À CNN, o deputado também afirmou que delações são sempre feitas “sob pressão”, o que leva os delatores a fazer “ilações”.

    “Esses juristas que criticavam as delações agora estão em silêncio. As convicções não podem mudar conforme os atores envolvidos”, disse Salles.

    Coordenador do grupo Prerrogativas, que nasceu durante a Lava Jato e reúne advogados críticos à operação, o advogado Marco Aurélio Carvalho rebateu.

    “O garantismo sempre foi uma pauta progressista e não pode ser subterfúgio para crimes como o atentado ao estado democrático de direito. A delação em si não era e continua não sendo o suficiente para incriminar alguém”, disse Carvalho.

    O advogado criminalista Bruno Sales vai na mesma linha.

    “Não estamos diante de uma nova Lava Jato. Antes a palavra do delator era a regra, mas agora ela não basta. A investigação superou muito o que foi delatado”.

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