Polícia suspeita que sócio de Nego Di pode ter fugido do país
Anderson Bonetti é investigado por 370 crimes de estelionato junto com influenciador


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul desconfia que o sócio de Nego Di, Anderson Bonetti, pode ter deixado o Brasil para escapar do mandado de prisão.
Para os investigadores, ouvidos pela CNN, ele tinha papel crucial no suposto esquema de estelionato, comandando a parte virtual do site que arrecadava o dinheiro das vítimas.
Em um dos vídeos recuperados na investigação, é possível ver a apresentação do sistema de e-commerce narrada pelo próprio Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di. “Estou aqui na minha central de controle, vamos lá, nas vendas, ver como é que está. Saiu uma há pouco, às 20h15, a compra 4933 saiu lá pro Central Park… Teve uma que saiu pra Bernabé, Santa Catarina, Goiânia, puts, o Brasil inteiro, cara. Eu só tenho a agradecer pra vocês. Tá vendendo pouco”, comenta o influenciador nas redes.
Dilson foi preso no último domingo (14/7) em uma casa na praia de Jurerê, em Florianópolis (SC). Ele está preso em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Bonetti segue foragido.
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Nego Di, comediante e influenciador digital • Reprodução/Redes sociais
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Dois carros de luxo foram sequestrados pela Justiça com o casal • MPRS/Divulgação
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Um dos carros apreendidos pelos agentes nesta sexta-feira (12) • MPRS/Divulgação
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Celulares e demais equipamentos que possa dimensionar o tamanho do crime investigado foram apreendidos • MPRS/Divulgação
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Agentes cumpriram mandados em Santa Catarina, na residência do casal • MPRS/Divulgação
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Amra de uso restrito das Forças Armadas foi apreendida com Gabriela, que acabou presa em flagrante • MPRS/Divulgação
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Gabriela Sousa e Nego Di, influenciadores digitais do Rio Grande do Sul • Reprodução/redes sociais
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Gabriela Sousa e Nego Di são investigados por suposta lavagem de dinheiro e fraude em rifas virtuais • Reprodução/redes sociais
Pelo fato de o influenciador ter deixado o Rio Grande do Sul, o empresário também está sendo procurado em outros estados.
Não está descartado que ele também tenha ido para Santa Catarina e esteja escondido da polícia.
Dilson Alves da Silva Neto e Anderson Bonetti são investigados por 370 crimes de estelionato e devem ser indiciados pela polícia.
A investigação aponta que eles aplicaram um golpe com produtos fantasmas – ou seja, que não existiam de fato – a centenas de pessoas. A fama de Dilson foi crucial para atrair potenciais vítimas, segundo os investigadores.