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    Luísa Martins
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    Luísa Martins

    Em Brasília, atua há oito anos na cobertura do Poder Judiciário. Natural de Pelotas (RS), venceu o Prêmio Esso em 2015 e o Prêmio Comunique-se em 2021. Passou pelos jornais Zero Hora, Estadão e Valor Econômico

    Condenação pode colocar em xeque plano de Caiado para 2026

    Governador mantém mandato, mas pode ser considerado inelegível para disputar presidência

    Uma eventual confirmação da condenação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não deve interferir no seu atual mandato, mas pode comprometer os seus planos de disputar a presidência da República em 2026.

    A sentença da 1ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) identifica abuso de poder político por parte de Caiado em favor do seu candidato em Goiânia, o prefeito eleito Sandro Mabel, durante a campanha. Ambos são do União Brasil.

    A penalidade para abuso de poder político é a declaração de inelegibilidade por oito anos, que começariam a ser contados a partir deste ano. Ou seja, Caiado ficaria inapto a disputar eleições até 2032.

    O caminho até uma condenação definitiva, entretanto, ainda é longo e incerto. Fontes da Justiça Eleitoral veem boas chances de a decisão ser revertida quando os recursos da defesa forem analisados.

    A juíza Maria Umbelina Zorzetti também determinou a cassação de Mabel e de sua vice, Coronel Cláudia (Avante). Porém, até o caso ser concluído (“transitar em julgado”) não há impeditivo para que assumam normalmente em janeiro de 2025.

    De acordo com a magistrada, Caiado usou a sede do governo goiano, o Palácio das Esmeraldas, para realizar eventos da campanha de Mabel – o que acabou dando ao candidato uma vantagem da qual o seu opositor, Fred Rodrigues (PL), não poderia usufruir.

    Tanto Caiado quanto Mabel negam irregularidades e dizem que a decisão foi desproporcional, na medida em que as reuniões no Palácio das Esmeraldas tiveram caráter “institucional”.

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