Crianças perdidas: o drama no RS para reconectar pais e filhos


A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul está acompanhando casos de crianças e adolescentes que estão nos abrigos do Rio Grande do Sul sem os pais ou responsáveis — e buscando soluções para conectar novamente essas famílias.
Está prevista para a tarde desta quinta-feira (9) uma reunião com empresas de tecnologia da informação — startups que se colocaram à disposição, voluntariamente, a ajudar na criação de uma plataforma virtual que unifique a lista de crianças e os abrigos onde cada uma está temporariamente acomodada.
A ideia é facilitar a busca pelos pais ou responsáveis. Há um desafio jurídico nessa proposta, pois, em tese, a identidade de crianças e adolescentes é protegida por lei. Contudo, a avaliação é de que se trata de um caso absolutamente emergencial e cabe uma flexibilização.
O defensor público geral do Rio Grande do Sul, Nilton Arnecke, afirmou à CNN que a prioridade, no momento, é juntar novamente as famílias, sem punição a quem divulgar fotos das crianças, em nome de um interesse maior.
As cidades de Porto Alegre e Canoas são as mais afetadas pelas enchentes. As crianças e adolescentes são resgatadas sem os pais em razão da urgência. Nos abrigos, elas estão em locais separados dos adultos, monitoradas 24 horas pelo Conselho Tutelar.
A separação atinge tanto crianças menores, que têm dificuldade de explicar quem são seus pais e onde eles podem ser localizados, quanto adolescentes maiores — há casos de jovens que obviamente, pela idade, conseguem dar informações mais complexas, mas cujos pais estão desaparecidos.
Segundo a Defensoria, ainda não é possível precisar o número de crianças desacompanhadas dos pais e responsáveis nos abrigos, já que os dados mudam a todo momento.