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    Larissa Rodrigues

    Acompanha de perto as articulações do Congresso com o Executivo e como a relação entre os Poderes interfere na vida da população e na economia do país

    Parlamentares pedem para Itamaraty apurar atuação de embaixadas para impedir espanhol obrigatório

    Ofício foi enviada para o ministro das Relações Exteriores; embaixadas também foram questionadas

    Parlamentares que integram o Coletivo Educação em Primeiro Lugar pediram para o Itamaraty apurar a atuação das embaixadas da França, Itália e Alemanha para retirar a obrigatoriedade do espanhol do projeto de Novo Ensino Médio.

    O texto foi aprovado pelo Congresso e aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pressão das representações europeias no Brasil foi revelada pela CNN.

    No ofício encaminhado ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, os parlamentares pedem que o Itamaraty “tome as providências necessárias para resguardar a soberania do Brasil e a diversidade linguística e cultural em nosso sistema educacional”.

    Assinam o documento, a deputada federal professora Luciene (PSol), o deputado estadual por São Paulo Carlos Giannazi (PSol) e o vereador da capital paulista Celso Giannazi (PSol).

    Os parlamentares também formalizaram pedido às três embaixadas. Segundo os documentos, a atuação para impedir o ensino do espanhol enquanto obrigatório nas escolas brasileiras “se configura inaceitável postura neocolonial, bem como afronta aos padrões internacionais no que se refere ao respeito à diversidade cultural e linguística”.

    A CNN voltou a procurar as embaixadas para comentar os questionamentos, mas ainda não teve retorno.

    Entenda

    Como a CNN revelou, a embaixada da França no Brasil, com apoio das representações diplomáticas da Itália e da Alemanha, atuou no Congresso Nacional para tirar a obrigatoriedade do espanhol no Novo Ensino Médio.

    De acordo com a adida de cooperação educativa da embaixada da França no Brasil, Hélène Ducret, se o espanhol fosse tornado obrigatório nas escolas brasileiras enquanto segundo idioma estrangeiro – como queria o Senado –, as “consequências seriam tremendas”.

    O Novo Ensino Médio foi aprovado pela Câmara dos Deputados na última semana e agora aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.

    Na votação final, o relator do texto na Câmara, deputado Mendonça Filho (União/PE) retirou do texto mudanças feitas durante a tramitação no Senado, incluindo a obrigatoriedade do ensino de espanhol.

    Com isso, apenas a língua inglesa seguirá sendo compulsória nos três anos do ensino médio. Uma segunda língua poderá ser escolhida pelos estudantes e instituições de ensino.

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