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    José Eduardo Cardozo
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    José Eduardo Cardozo

    Comentarista da CNN. Advogado e professor de direito da PUC-SP e ESPM/SP. Mestre e Doutor em Direito, foi ministro da Justiça e Advogado-Geral da União no governo de Dilma Rousseff

    Cardozo: Apoiando Fux, bolsonaristas ficam ao lado de quem o tornou réu

    “Fux não votou pela não abertura dos processos, e aí eu acho fantástico quando alguns que defendem Jair Bolsonaro dizem ‘in Fux we trust’, nele nós confiamos”

    Se as pessoas que defendem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confiam no ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão confiando em alguém que acha que um processo deve ser aberto contra o seu líder, afirmou o comentarista José Eduardo Cardozo no programa O Grande Debate desta quinta-feira (27).

    “Fux não votou pela não abertura dos processos, e aí eu acho fantástico quando alguns que defendem Jair Bolsonaro dizem ‘in Fux we trust’, nele nós confiamos. Então eles confiam em alguém que acha que Jair Bolsonaro deve ser processado, porque Fux votou pela abertura do processo”, disse.

    Com as divergências expostas por Fux no julgamento contra Bolsonaro, dirigentes nacionais do PL voltaram a ter esperanças na postura do magistrado e reabilitaram o slogan “In Fux We Trust”.

    O magistrado, porém, acompanhou a maioria da Primeira Turma e votou para Bolsonaro e outras sete pessoas se tornarem réus no processo que apura uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

     

    “Eu acho bacana essas leituras políticas que se faz daquilo que efetivamente não ocorreu. O que o ministro Fux fez foi pontuar algumas divergências leves, não essenciais, com o resto dos ministros”, opinou Cardozo.

    Por exemplo, Fux, quando era presidente, restaurou a possibilidade do plenário julgar ações penais, passado um tempo se viu que isso não estava dando certo e já na presidência do ministro Luís Roberto Barroso mudou. Ele continua com a visão dele, perfeito, mas ele acata o regimento”, continuou.

    “Essa leitura política eu acho fascinante porque são aspectos da divergência meramente acidentais, acessórias. Pode ser que eles tenham divergências, pode ser que amanhã Fux ou outro ministro vote pela absolvição e outros votem pela condenação. Mesmo assim, eu não estou autorizado a fazer uma leitura política que transcenda a análise jurídica que cada ministro faz do processo”, finalizou.

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