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    Iuri Pitta
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    Iuri Pitta

    Jornalista, mestre em administração pública e governo e professor universitário. Atuou como repórter, editor e analista em coberturas eleitorais desde 2000

    Nos EUA, Eduardo Bolsonaro quintuplica menções em mensagens, mostra estudo

    Monitoramento da Palver detecta narrativas de perseguição política e anistia em grupos da direita, enquanto esquerda o aponta como “traidor da pátria”

    Um monitoramento da consultoria Palver em grupos de WhatsApp e Telegram mostra que as menções ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se multiplicaram por cinco após o parlamentar anunciar licença do mandato e permanência nos Estados Unidos, no início da tarde de terça-feira (18).

    O cálculo obtido em primeira mão pela CNN foi feito em comparação à mediana de citações nos últimos 30 dias. Eduardo era mencionado em 27 a cada 100 mil mensagens monitoradas, passando a 160 a cada 100 mil conteúdos registrados pela Palver em grupos de WhatsApp, principal aplicativo de mensageria usado no Brasil. O movimento foi similar no Telegram, com 180 menções a cada 100 mil mensagens.

    Nos grupos associados à direita e ao bolsonarismo, prevaleceram conteúdos de acusações contra o PT, a alegação de perseguição política e críticas ao Judiciário. Eduardo alega que a oposição é alvo de medidas do Supremo Tribunal Federal e, em entrevista à CNN, disse cogitar pedir asilo político aos EUA por se sentir perseguido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

    Nesses compartilhamentos também há narrativas de que, nos Estados Unidos, o deputado do PL poderia atuar contra o STF e evitar a apreensão de seu passaporte – ontem, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a retenção pedida por deputados do PT e Moraes decidiu nesse mesmo sentido, afastando qualquer risco ao parlamentar de ficar sem o documento.

    Por sua vez, nos grupos associados à esquerda e ao apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevalecerem mensagens que fazem ataques pessoais a Eduardo e o tacham de “traidor da pátria”. A narrativa neste caso é de que o deputado estaria conspirando contra instituições brasileiras nos EUA – ao se posicionar contra a apreensão do passaporte, a PGR apontou não ver indícios mínimos desse tipo de ação de Eduardo.

    O levantamento da Palver foi feito em monitoramento de quase 100 mil grupos públicos de WhatsApp e 5 mil no Telegram, além de cruzamentos com redes sociais.

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