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    Fernando Nakagawa
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    Fernando Nakagawa

    Repórter econômico desde 2000. Ex-Estadão, Folha de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Paulistano, mas já morou em Brasília, Londres e Madri

    Azul chega a acordo com 92% dos credores que abrem mão de R$ 3 bilhões

    Donos dos aviões e fabricantes de equipamentos concordaram em reduzir fatia na conversão da dívida em ações

    A Azul chegou, na noite desta segunda-feira (7), a um acordo para repactuação de contratos comerciais de fornecedores que representam 92% das dívidas da empresa. O montante diz respeito à dívida que pode ser convertida em ações da companhia aérea.

    O acordo prevê que os donos dos aviões — os arrendadores e os fabricantes de equipamentos usados pela aérea — concordaram em reduzir a fatia na conversão das obrigações em ações em cerca de R$ 3 bilhões.

    Em troca, vão receber até 100 milhões de ações preferenciais da companhia que terão emissão única. Nesta segunda-feira, o papel da Azul fechou em R$ 5,75. Portanto, 100 milhões de ações correspondem a R$ 575 milhões — bem abaixo do valor citado no fato relevante.

    Em fato relevante divulgado ao mercado, a empresa diz que os acordos “representam uma parte significativa de um plano abrangente projetado para fortalecer a geração de caixa da Azul e melhorar sua estrutura de capital no futuro”.

    A negociação ainda está condicionada a alterações em certas outras obrigações. Entre essas condições, a companhia aérea cita “a obtenção de financiamento adicional e está sujeita à finalização da documentação vinculativa definitiva”. Não há detalhes dessas condições adicionais.

    Em agosto, a Azul iniciou a repactuação de cerca de US$ 600 milhões em dívidas que vencem ao longo dos próximos três anos. A dificuldade de caixa começou especialmente diante da disparada do dólar e do fechamento do aeroporto de Porto Alegre.

    A recuperação judicial não é uma hipótese na mesa da empresa, disse, na ocasião, o CEO John Rodgerson.

    A empresa diz que continuam as negociações sobre os 8% restantes da dívida.

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