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    Débora Bergamasco
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    Débora Bergamasco

    Débora Bergamasco é jornalista, com passagem pelas redações de Estadão, Folha, O Globo, Época, IstoÉ e SBT

    Governo articula cargo internacional para Nísia

    De saída, ministra pode ser realocada na OMS ou na Opas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a acomodação da ministra da Saúde, Nisia Trindade, em um organismo internacional de relevância no setor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) são citadas como possibilidades.

    A avaliação no governo é que Nisia tem um currículo técnico — e agora também político — adequado para integrar esse tipo de entidade.

    Há também um sentimento de gratidão pessoal de Lula, que quer proporcionar uma espécie de compensação a Nisia pelo serviço prestado na Esplanada dos Ministérios.

    O presidente não gostou dos vazamentos à imprensa, na semana passada, de que ele já havia decidido demiti-la e que já havia escolhido até o substituto dela, Alexandre Padilha, atualmente ministro da Secretaria de Relações Institucionais.

    As últimas semanas de fritura da ministra foram marcadas por traições internas. Servidores de postos-chave no organograma da pasta, que eram da confiança da Nísia, procuraram Padilha para tentar despachar assuntos da pasta e construir sua permanência em cargos de alto escalão.

    Padilha vem sendo apontado como o escolhido de Lula para reassumir a Saúde, cargo que já havia ocupado na gestão de Dilma Rousseff (PT).

    Um auxiliar próximo de Nísia no ministério descobriu a articulações desses servidores. Durante uma reunião recente, na presença da ministra, esse auxiliar fez duras críticas ao comportamento desses funcionários — tudo isso, na presença dos “traidores”.

    Nisia ficou magoada por já ter sua demissão publicada, com data e hora divulgadas na imprensa, sem que ninguém do governo a informasse sobre a veracidade das notícias.

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