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    Clarissa Oliveira
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    Clarissa Oliveira

    Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

    Para frear Centrão, Lula deve evitar até trocas pontuais na Esplanada, dizem fontes

    Presidente indicou a aliados próximos que prefere adiar ajustes na equipe para não alimentar fome por cargos no governo

    Preocupado com o aumento das pressões vindas do Centrão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem indicando a auxiliares mais próximos que prefere não discutir nenhuma troca na Esplanada, nem mesmo mudanças pontuais.

    Havia a expectativa de que o presidente pudesse aproveitar a janela de desincompatibilização para as eleições para fazer alguns ajustes na equipe.

    Mas a avaliação, neste momento, é de que o governo ganha mais se não alimentar a fome de setores da base por cargos.

    Interlocutores do presidente citam como exemplo o Ministério da Saúde, alvo constante de partidos do Centrão, por conta do Orçamento robusto e do grande potencial eleitoral.

    Nas últimas semanas, a pasta voltou a entrar na mira após a polêmica envolvendo a tentativa da gestão de Nísia Trindade de reverter a criação de um marco temporal para a realização do aborto legal.

    Uma norma aprovada durante o governo Bolsonaro fixou o prazo em 21 semanas e 6 dias para a realização do procedimento em casos permitidos por lei.

    Internamente, o governo avalia que o limite contraria a Constituição e dificulta o aborto legal. Mas o atropelo na mudança das regras serviu como fator adicional de pressão por trocas no comando da pasta.

    Uma pasta que teve a troca cogitada e deve permanecer como está é a das Comunicações. Mesmo com o ministro Juscelino Filho cercado de polêmicas, o governo avalia que a relação com o União Brasil melhorou e que mexer individualmente na cadeira geraria um desgaste desnecessário no momento.

    O governo quer manter as relações com o Congresso o mais tranquilas possível, principalmente considerando os recém-sanados atritos com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

    Jogou a favor do atual cenário o fato de que ministros antes cogitados para disputar as eleições municipais devem ficar fora da corrida. É o caso de Márcio Macedo, que chegou a ter o nome ventilado para a Prefeitura de Aracaju, mas avisou que não pretende concorrer.