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    Clarissa Oliveira
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    Clarissa Oliveira

    Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

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    Campos Neto agiu para blindar Galípolo, dizem fontes

    Em conversas reservadas, ex-presidente do Banco Central teria insistido em já prever aumentos da Selic para auxiliar na transição

    Alvo constante das críticas do PT e de integrantes do governo Lula, Roberto Campos Neto fez questão de blindar seu sucessor Gabriel Galípolo e facilitar a transição no Banco Central, de acordo com pessoas próximas ao ex-presidente da autoridade financeira.

    Segundo os relatos, Campos Neto, quando ainda estava no comando do BC, fez questão de defender que o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizasse de antemão os primeiros aumentos da Selic para este ano e desse tempo para que Galípolo pudesse se ambientar no cargo.

    Em uma conversa sobre esse assunto ocorrida ainda no passado e relatada por um interlocutor à CNN, Campos Neto chegou a ouvir que deveria deixar que Galípolo “se virasse”.

    Ou seja, não tinha nenhuma obrigação de agir para facilitar a vida do sucessor, já que o BC passaria a ser comandado por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Ao responder, Campos Neto foi na contramão. E, ainda segundo os relatos, elogiou Galípolo e disse considerar fundamental que a transição no BC se desse sem sobressaltos.

    A alta de um ponto percentual foi confirmada nesta semana pelo comitê elevou a Selic para 13,25% e será sucedida por um novo aumento de um ponto no próximo mês, já indicado no comunicado divulgado na quarta-feira.

    Os aumentos já contratados – mesmo decididos por unanimidade no Copom – serviram de munição para o PT. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, foi inclusive para as redes sociais responsabilizar Campos Neto pela alta nos juros, mesmo com Galípolo no comando da instituição.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também remeteu a responsabilidade ao ex-presidente do BC.

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