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    Caio Junqueira
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    Caio Junqueira

    Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 20 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os 3 Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

    Planalto avalia afastamento ou demissão de Silvio Almeida após denúncia de assédio

    Caso se torna sensível principalmente por envolver uma outra ministra de Estado, Anielle Franco, da Igualdade Racial

    O Palácio do Planalto avalia qual caminho seguir após virem à tona denúncias de assédio sexual e moral por parte do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

    O Planalto avalia uma possível demissão, o afastamento temporário do ministro até que a apuração termine ou ainda uma permanência dele, hipótese pouco provável, apurou a CNN.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já debate com ministros palacianos a repercussão do caso e a avaliação é de que a situação do ministro é “muito sensível”, segundo um interlocutor direto do chefe do Executivo.

    O caso se torna sensível principalmente por envolver uma outra ministra de Estado, Anielle Franco, da Igualdade Racial.

    O caso foi publicado inicialmente pelo portal “Metrópoles”, que apontou Anielle como sendo uma das vítimas. A CNN apurou que ela relatou, para integrantes do governo, ter sido alvo de assédio.

    Por meio de nota, divulgada da noite desta quinta-feira (5), o ministro Silvio Almeida disse “repudiar com absoluta veemência as mentiras que estão sendo assacadas contra” ele.

    O ministro afirmou ainda que as denúncias não têm “materialidade” e são baseadas em “ilações”. Afirma ainda o objetivo das acusações são lhe “prejudicar” e “bloquear seu futuro”.

    A organização Me Too Brasil confirmou, nesta quinta, que recebeu denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida.

    Segundo comunicado, as vítimas foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico.

    “Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para a validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, diz o documento.

    Procurada pela CNN, a ministra Anielle Franco não se manifestou.

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