Análise: Quem manda na agenda econômica?
Fernando Haddad deixou claras suas divergências com o Congresso na agenda econômica


Fernando Haddad deu hoje uma longa entrevista na qual deixou claras suas divergências com o Congresso nos principais pontos da agenda econômica do país neste ano. Estamos falando de reforma tributária, desoneração e renegociação das dívidas dos estados.
As três obrigatoriamente passam pelo Congresso e, em todas, Haddad pensa de um jeito e o Congresso, de outro.
Essa equação preocupa agentes econômicos que, a despeito das suspeitas iniciais, passaram ao longo do governo Lula a enxergar em Haddad talvez como o único fiador em Brasília do equilíbrio fiscal no país. Esses mesmos agentes econômicos vivem uma trégua com o governo Lula após as sinalizações do presidente de que esse equilíbrio fiscal é um compromisso de governo.
Mas, a depender do desfecho das negociações dessas três propostas, essa trégua pode acabar. Especialmente se ficar claro que quem manda na agenda econômica é o Congresso, e não Fernando Haddad.