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    Caio Junqueira
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    Caio Junqueira

    Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 20 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os 3 Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

    Aliados de Eduardo veem poder de pressão sobre STF mais efetivo via Trump

    Também teriam pesado na decisão de deputado pedir licença do mandato e ficar nos EUA o medo de perder passaporte por decisão judicial

    Interlocutores do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) relataram à CNN que a decisão dele de se licenciar partiu do princípio de que sua atuação contra o Supremo Tribunal Federal pode ser mais efetiva via trumpismo nos Estados Unidos do que via Congresso Nacional no Brasil.

    Como a CNN mostrou no dia 27 de fevereiro, trumpismo e bolsonarismo já atuam em três frentes nos Estados Unidos tendo como alvo o ministro do STF Alexandre de Moraes: a lei Magnitsky, que pune viadores de direitos humanos; a “No Censors on our Shores Act”, que pune violadores de liberdade de expressão e aguarda aprovação no Congresso americano; e a Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), focada em corrupção.

    “Fora do Brasil eu tenho mais liberdade para falar. (O escritor) Olavo de Carvalho dizia que você não combate ditadura estando dentro dela”, disse Eduardo Bolsonaro hoje em uma live após o anúncio.

    Além disso, o deputado relatou a aliados o receio de que tivesse o passaporte retido pela Justiça brasileira, o que inviabilizaria desenvolver mais de perto a estratégia de operar contra o STF nos Estados Unidos.

    Eduardo Bolsonaro comentou sobre isso na live. Ao referir-se a Moraes, afirmou: “pode perfeitamente estar mandando mensagem nos bastidores para eu ficar confortável e retornar e aí o que eu vou fazer? E se ele resolver me prender como fez com (deputado) Daniel Silveira?”

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