Nexus: mulheres priorizam estabilidade profissional e segurança financeira
Desejo de promoção, vontade de desenvolver liderança e crescer na gestão, e reconhecimento profissional também foram mencionados pelas entrevistadas
Saber que terão emprego e que não vão passar sufoco nas contas é o que as mulheres brasileiras mais querem atualmente. A conclusão consta na pesquisa “Mulheres nas empresas: o que querem da carreira e da vida pessoal”, conduzida pela Todas Group e pela Nexus.
Segundo o levantamento, 27% das entrevistadas elencaram estabilidade profissional e segurança financeira como prioridade para os próximos quatro anos.
Em segundo lugar, com 17%, aparece o desejo de promoção e reconhecimento profissional. Na sequência, vem a vontade de desenvolver liderança e crescer na gestão, com 15%.
Equilibrar a vida pessoal e profissional registrou 13%; criar o próprio negócio, empreendendo ou trabalhando de forma independente, 9%; desacelerar o ritmo do trabalho sem sair do mercado, 9%. Outras 8% disseram que querem mudar de área ou se reinventar profissionalmente; 2% responderam que querem trabalhar em uma empresa que valoriza diversidade e inclusão.
Na faixa etária de 18 a 25 anos, ser promovida fica em primeiro lugar, com 27% da preferência, atrás apenas de estabilidade (25%).
O desejo pelo reconhecimento também é maior entre as mulheres que não são mães (22%) do que entre as que têm filhos (13%).
Entre as mulheres com 51 anos ou mais, desacelerar o ritmo sem sair do mercado de trabalho aparece na segunda posição, com 21%, atrás apenas de estabilidade profissional e financeira, desejo de 28% das entrevistadas.
Mais da metade (54%) das entrevistadas acredita que as empresas estão evoluindo em equidade de gênero, benefícios relacionados à maternidade, equidade salarial e combate ao assédio. Já 10% acham que isso está sendo feito de forma significativa. Os outros 44% consideram o progresso insuficiente.
Para 33% das entrevistadas, as mudanças acontecem, mas não impactam a realidade da maioria das mulheres. Outros 11% não percebem evolução e 3% acham que houve retrocessos nesse campo.
A pesquisa ouviu 1.203 mulheres que trabalham em grandes empresas e multinacionais, entre 24 e 26 de fevereiro.