BYD Song Pro é melhor opção de SUV médio? Compare
Novo veículo de entrada da marca chinesa chega por R$ 189.800 e como concorrente direto do Corolla Cross híbrido


O lançamento do BYD Song Pro já está causando alvoroço no mercado automotivo. O principal motivo é o seu preço base, de R$ 189.800. Por esse valor, o SUV híbrido chinês ameaça tanto rivais híbridos, como o Toyota Corolla Cross, mas também carros à combustão, entre eles o Jeep Compass.
Começaremos pelos híbridos, já que a disputa é mais equilibrada. O Corolla Cross leva clara desvantagem considerando os preços. Atualmente, o SUV japonês parte dos R$ 202.690, na versão básica (XRV Hybrid). Acima dela, a topo de linha (XRX Hybrid) tem preço inicial de R$ 213.010. O BYD Song Pro parte dos R$ 189.800 na versão GL. Enquanto a GS, mais potente e com alguns equipamentos a mais, custa R$ 199.800.
O SUV híbrido da BYD é mais barato até mesmo que o Corolla Cross XRX com motor à combustão, que custa R$ 191.790.
Motorização
Apesar do Corolla Cross e do Song Pro serem híbridos, eles funcionam de maneiras diferentes.
O Song Pro é um híbrido plug-in, ou seja, pode ser carregado na tomada e tem uma bateria grande o suficiente para garantir até 110 km (segundo dados da montadora baseado no ciclo chinês NEDC) em modo totalmente elétrico. A bateria alimenta um motor elétrico de 197 cv e 30,6 kgfm, que auxilia o motor 1.5 aspirado à gasolina de 98 cv e 12,4 kgfm a tracionar o carro.
Por outro lado, o Corolla Cross é um híbrido pleno. Nesse sistema, um motor elétrico de 72 cv e 16,6 kgfm instalado no câmbio CVT é o responsável por tracionar o carro em baixas velocidades. Há ainda uma segunda unidade elétrica que funciona como gerador para a pequena bateria de 1,3 kWh.

Enquanto isso, o motor 1.8 flex de até 101 cv, que opera em ciclo Atkinson, entra em ação a partir dos 50 km/h ou quando o motorista pisa mais firme no acelerador. Quando ele está funcionando, a bateria é recarregada, mas ela também pode retirar energia da frenagem regenerativa.
O sistema é feito para economizar combustível e, segundo o Inmetro, o Corolla Cross tem médias de 17,8 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada, quando abastecido com gasolina. São números bons para um SUV, mas o sistema plug-in do Song Pus oferece cerca de 22,7 km/l (apenas com gasolina) e uma autonomia máxima — somando o tanque de combustível mais a bateria — de até 1.100 km, segundo a fabricante.
A potência dos sistemas também é diferente. O Song Plus GS chega aos 235 cv, podendo ir de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. O Corolla, por outro lado, é mais lento, levando cerca de 10 segudos para concluir o sprint.

Conforto e equipamentos
Em matéria de conforto, ambos são bem próximos. A BYD trouxe o mesmo nível de acabamento do “irmão” maior, Song Plus, para o Pro. Logo, você encontra materiais macios ao toque por todo o interior.
O mesmo vale para o Corolla Cross, que não deixa a desejar, trazendo materiais emborrachados até nos painéis da porta.
Há também um espaço interno considerável nos dois casos. Mas o BYD leva vantagem por ser maior (4,73 m no Song Pro contra 4,46 m do Corolla). Isso fica mais nítido quando comparamos os porta-malas. O Toyota oferece apenas 440 litros de capacidade, enquanto o BYD tem 512 litros.
A lista de equipamentos também é equivalente. Há, nos dois carros, quadro de instrumento digital, centrais multimídias grandes, retrovisor elétrico, câmera de 360º, iluminação ambiente, sensor de estacionamento, carregador por indução, ar-condicionado de duas zonas, entre outros itens.

Mas o Song Pro é mais fraco na questão de segurança, não sendo equipado com recursos Adas avançados. No SUV chinês você terá apenas controle de cruzeiro comum e seis airbags.
A Toyota foi mais atenciosa nesse quesito e oferece o pacote Safety, que tem sete airbags, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de tráfego cruzado, assistente de permanência em faixa, entre outros.
E os modelos à combustão?
Se for levar em consideração apenas o trem de força dos carros, o Song Pro leva vantagem em cima da maioria das opções do mercado. Afinal, ele é mais econômico e oferece um desempenho melhor na maioria dos casos.
O preço também não ajuda. O Jeep Compass, atual SUV médio mais vendido do mercado, custa a partir de R$ 179.990. Isso para a versão mais básica, que tem uma lista de equipamentos mais enxuta que a do Song Pro.

O que leva aos SUVs menores, como o Volkswagen T-Cross e o Honda HR-V. O VW em sua versão mais cara custa R$ 175.990, enquanto o HR-V Touring parte dos R$ 199.800.
O desempenho e a economia de combustíveis não serão os mesmos se comparado aos híbridos. Somado a isso, ainda haverá menos espaço interno e no porta-malas. Pelo menos, a lista de equipamentos será tão completa quanto a do Corolla Cross, incluindo os sistemas de segurança avançados.