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    “Está tudo alagado”, diz moradora do Jardim Pantanal, na zona Leste de SP

    Moradores estão ilhados há três dias e precisam de doações; prefeitura descarta dique de contenção e cogita remover pessoas

    Alan CardosoThomaz CoelhoRafael Villarroelda CNN*

    Uma moradora do Jardim Pantanal, zona Leste de São Paulo, relatou que há mais de três dias diversas famílias estão ilhadas devido às enchentes que atingem o bairro.

    Em um vídeo gravado por Ingrid Caroline, professora da Associação do Clubes de Mães, mostra uma das ruas do bairro completamente alagada, com a água invadindo as casas.

    A associação é responsável por ministrar cursos para a comunidade, como cabeleireira, cuidador de idosos e manicure. “Não temos condições para as aulas porque a associação está literalmente alagada”, explicou Ingrid.

    Segundo ela, a maioria dos alunos são da comunidade e também tiveram suas casas alagadas. “Famílias ilhadas a mais de três dias sem conseguir sair de casa”, contou Ingrid.

    Ingrid também pediu doações para as famílias do bairro. “Conseguimos leite, café e bolacha, mas isso ainda é muito pouco, precisamos de doação de produtos de higiene pessoal, fraldas de qualquer tamanho, absorvente e alimentos”.

    As doações devem ser enviadas para a Associação de Mães.

    Os moradores do bairro Jardim Pantanal sofrem com as enchentes há cerca de três décadas.

    O que disse a prefeitura de São Paulo

    Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (3), o prefeito Ricardo Nunes falou sobre a situação do bairro e afirmou ser “impossível ir contra a natureza e querer conter o rio Tietê” e que obras de drenagem e contenção da água do rio Tietê, que inunda o bairro, não é uma opção viável.

    “As pessoas entraram num local de várzea, onde quando sobe o nível da água por conta das chuvas, a água não tem para onde ir. E ela vai pra dentro da casa das pessoas”, disse Nunes.

    Um possível dique avaliado em R$ 1 bilhão para contornar o rio Tietê e evitar os alagamentos, não está nos planos do governo.

    A prefeitura cogita a remoção das casas com uma ajuda financeira entre R$ 20 mil a R$ 50 mil, dependendo da casa, para as pessoas saírem.

    *Sob supervisão

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